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Afinal, como se chama esta “responsabilidade”?

Durante anos falámos de Responsabilidade Social. Depois veio a Responsabilidade Social Corporativa. Mais tarde chegou a Sustentabilidade. A seguir apareceu o Impacto. E, nos últimos tempos, instalou-se o ESG, com ar internacional e técnico.

Pelo caminho, surgiram expressões: cidadania corporativa, investimento social privado, filantropia empresarial, desenvolvimento sustentável, ODS, valor partilhado, propósito empresarial e licença social para operar. Com tantas designações, é natural que muitas pessoas fiquem confusas. Afinal, falamos de realidades diferentes ou formas diferentes de olhar para a mesma responsabilidade?

Em Angola, este caminho não foi simples. Durante anos foi preciso explicar que Responsabilidade Social não era só entregar camisolas, fazer donativos ou aparecer numa fotografia com crianças. Foi preciso insistir que a verdadeira responsabilidade social exige continuidade, visão e compromisso.

Quando este compromisso entrou nas empresas, ganhou o nome de RSC. Depois, a Sustentabilidade trouxe uma visão ampla: não basta fazer o bem hoje; é preciso garantir que o desenvolvimento actual não compromete o futuro. Mais tarde, o Impacto trouxe a pergunta essencial: afinal, o que mudou?

Hoje, todos falam de ESG: Ambiente, Social e Governação. O ESG trouxe métricas, relatórios e maior exigência. Mas sejamos honestos: o “S” continua a falar de pessoas, comunidades, inclusão, educação, saúde, empregabilidade e dignidade humana.

Talvez devêssemos perder menos tempo a desvalorizar nomes antigos e ganhar mais tempo a qualificar práticas novas. Responsabilidade Social, RSC, Sustentabilidade, Impacto e ESG não são gavetas fechadas nem modas que se anulam. São camadas diferentes de uma mesma responsabilidade.



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